Nube Oma Kulina, indígena de 24 anos pertencente a um povo de recente contato, está desaparecido desde que deixou uma unidade prisional em Manaus, em 28 de maio. Ele havia sido transferido do município de Envira, no interior do Amazonas, para a capital durante um processo criminal.
Segundo os relatos reunidos, Nube não falava português com fluência e saiu sem uma rede de apoio conhecida na cidade, distante de sua comunidade. Quase três meses depois, familiares e órgãos acionados no caso ainda não haviam divulgado informações sobre seu paradeiro.
A Justiça estadual afirmou que a Fundação Nacional dos Povos Indígenas e representantes da aldeia foram avisados sobre a decisão de soltura. A Defensoria Pública pediu esclarecimentos ao governo do Amazonas e medidas para localizar o indígena. A Funai não apresentou resposta pública na atualização consultada.
O desaparecimento levanta dúvidas sobre a proteção oferecida a pessoas indígenas de recente contato quando são submetidas ao sistema de Justiça longe de seus territórios. A situação exige busca coordenada e comunicação acessível, sem antecipar conclusões sobre responsabilidades enquanto os órgãos envolvidos apuram o que ocorreu após a liberação.


