Ações comunitárias em São Paulo e Pernambuco estão usando caminhos cotidianos para levar orientação sobre violência doméstica a mulheres que nem sempre são alcançadas por campanhas tradicionais. Em visitas domiciliares, agentes comunitárias de saúde distribuem materiais sobre direitos, sinais de abuso e canais de atendimento.
Em comunidades pernambucanas, uma kombi conhecida como carro do ovo passou a divulgar mensagens de conscientização e informações sobre a rede de apoio. A estratégia aproveita um veículo já reconhecido pelos moradores para abordar o tema sem expor individualmente possíveis vítimas.
As experiências integram um conjunto de 114 iniciativas identificadas pelo Instituto Update em um mapeamento sobre participação e representatividade das mulheres no Brasil. Projetos locais combinam comunicação, acolhimento, orientação jurídica e articulação com serviços públicos.
Especialistas avaliam que a proximidade territorial ajuda a romper o isolamento e a criar confiança, especialmente entre mulheres negras, indígenas, trans, imigrantes e moradoras de áreas vulneráveis. Essas ações não substituem delegacias, assistência social ou atendimento de saúde, mas podem facilitar o primeiro pedido de ajuda e ampliar o conhecimento sobre os mecanismos de proteção.


