O senador Flávio Bolsonaro, candidato do PL à Presidência, reuniu-se com o ministro da Justiça e Segurança Pública de El Salvador, Gustavo Villatoro, e classificou o modelo de combate ao crime adotado pelo governo de Nayib Bukele como uma experiência inspiradora para o Brasil.
Após o encontro, Flávio afirmou que o País tem poucos presos e prometeu criar mais 500 mil vagas no sistema penitenciário caso seja eleito. O candidato também defendeu penas mais duras para crimes como furto de celular e o uso de tecnologia para impedir a comunicação de detentos com organizações criminosas.
O Brasil reúne cerca de 965 mil pessoas privadas de liberdade, segundo dados citados pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública. El Salvador mantém aproximadamente 100 mil presos em uma população de 6,4 milhões de habitantes, proporção muito superior à brasileira.
O modelo salvadorenho reduziu indicadores de violência, mas é questionado por organizações de direitos humanos. O regime de exceção implantado por Bukele é alvo de denúncias de prisões arbitrárias, tortura e mortes sob custódia do Estado.
Flávio também prometeu criar um Ministério da Segurança Pública. A proposta de aproximar o Brasil da política de encarceramento de El Salvador deve ocupar espaço no debate eleitoral sobre criminalidade, direitos individuais e capacidade do sistema prisional.
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