O governo federal prepara medidas para atrair companhias aéreas de baixo e ultrabaixo custo ao Brasil. A estratégia inclui integração regional com países da América do Sul e ações para ampliar a concorrência no mercado doméstico.
Especialistas avaliam que a concentração de slots nos principais aeroportos é uma das maiores barreiras à entrada de novas empresas. Os horários mais disputados em Congonhas, Guarulhos, Brasília e no Rio de Janeiro já estão majoritariamente ocupados pelas companhias tradicionais.
As empresas estabelecidas também possuem programas de fidelidade, contratos corporativos e redes consolidadas. Essa estrutura permite ampliar a oferta de assentos ou reduzir tarifas em rotas específicas quando surge um novo concorrente.
O setor transportou 59 milhões de passageiros em voos domésticos no primeiro semestre de 2026 e outros 11,9 milhões apenas em julho. Apesar do tamanho do mercado, novos operadores enfrentam tributação elevada, custos regulatórios e judicialização.
A redistribuição de slots pode abrir espaço para concorrentes, mas especialistas defendem uma revisão mais ampla. Medidas tributárias, harmonização de regras regionais e redução dos custos operacionais são apontadas como necessárias para que passagens mais baratas cheguem ao consumidor.
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