O Brasil alcançou o recorde de 10,23 milhões de estudantes matriculados em cursos de graduação, mas continua com dificuldade para transformar o aumento do acesso em diplomas. Os dados são do Mapa do Ensino Superior e têm como referência o ano de 2024.
As instituições privadas concentram 79,8% das matrículas, enquanto a rede pública reúne 20,2%. A educação a distância já responde por 5,18 milhões de alunos, superando os 5,03 milhões matriculados em cursos presenciais.
A evasão atinge 24,8% dos estudantes da graduação presencial e 41,6% dos alunos de cursos a distância. Perda de renda, mensalidades, dificuldade de conciliar estudo, trabalho e família, escolha inadequada da carreira e lacunas da educação básica estão entre os motivos.
O número de concluintes presenciais caiu de 990.857 em 2018 para 729.246 em 2024. A redução preocupa especialmente em áreas que dependem de laboratórios, práticas clínicas e formação intensiva.
Especialistas defendem bolsas de permanência, apoio psicológico e acadêmico, mentoria profissional e maior aproximação entre universidades e alunos do ensino médio. O objetivo é ampliar o acesso sem reduzir as exigências de formação.
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