A Base Exchange, nova Bolsa de Valores em desenvolvimento no Rio de Janeiro, prevê iniciar suas operações no segundo semestre de 2027. O cronograma ainda depende da aprovação do Banco Central e da Comissão de Valores Mobiliários.
O projeto passou a ser comandado por Francisco Gurgel, fundador da Base e da empresa de tecnologia Flowa. Segundo o executivo, os sistemas já foram desenvolvidos e testados internamente, embora a abertura dependa das licenças regulatórias.
A Base e a Flowa são controladas pelo fundo soberano Mubadala, de Abu Dhabi, e reúnem cerca de 190 funcionários. A proposta é concorrer com a B3, atualmente a única Bolsa em operação no mercado brasileiro.
O plano prevê negociar ações que também estejam listadas na B3. O investidor poderia comprar um papel em uma Bolsa e vendê-lo na outra, mantendo o ativo na mesma estrutura central de custódia. A empresa também promete tarifas mais competitivas e tecnologia própria.
A concorrência pode reduzir custos e ampliar produtos, mas a nova Bolsa terá de conquistar liquidez, corretoras e investidores em um mercado consolidado há décadas. A estrutura tecnológica pronta não substitui o desafio de obter confiança e participação efetiva.
Imagem gerada por IA.


