A preservação da musculatura deixou de ser tratada apenas como uma questão estética e passou a ocupar espaço central em estudos sobre saúde, longevidade e autonomia. Pesquisadores destacam que músculos funcionais ajudam no controle de inflamações e na proteção contra diferentes doenças.
Segundo especialistas citados pela reportagem, a baixa massa muscular esquelética está associada a aumento de 57% no risco de morte por diferentes causas, independentemente de idade e gênero. Quando combinada à obesidade, essa elevação pode chegar a 160%.
Os músculos atuam como uma reserva importante para o organismo em situações de infecção, traumas e cirurgias. Eles também participam da regulação metabólica e estão relacionados à prevenção ou ao controle de diabetes, fragilidade óssea, câncer e demências.
A perda começa geralmente por volta dos 30 anos, com redução média próxima de 0,8% da massa muscular a cada ano. Depois dos 50, a diminuição pode variar de 1% a 2% ao ano, enquanto a perda de força pode alcançar 5%.
O declínio acentuado da massa, da força e da função é chamado de sarcopenia. A condição dificulta tarefas como caminhar e levantar-se e pode atingir metade das pessoas com mais de 80 anos, dependendo dos critérios adotados.
Internações prolongadas aumentam o risco. Pacientes em unidades de terapia intensiva podem perder até 30% da massa muscular nos primeiros dez dias. Por isso, médicos defendem a formação de uma poupança muscular ao longo da vida, com atividade física regular, alimentação adequada e acompanhamento profissional.


