Comandantes militares dos Estados Unidos alertaram o secretário de Defesa, Pete Hegseth, de que o prolongamento da guerra contra o Irã seria insustentável. As divergências foram registradas em um relatório interno do Pentágono obtido pelo jornal The Washington Post.
Horas depois da divulgação, o secretário do Exército americano, Daniel Driscoll, apresentou sua renúncia. A saída não foi formalmente atribuída ao documento, mas ocorre em meio a conflitos entre Driscoll e Hegseth sobre demissões de comandantes experientes e bloqueios a promoções militares.
Os alertas foram apresentados por chefes do Exército, da Marinha e da Força Aérea, além de comandantes responsáveis por operações na Europa, Ásia e América Latina. Segundo o relatório, a transferência de navios, aeronaves e pessoal para o Oriente Médio reduziu a capacidade de defesa e treinamento em outras regiões.
A Marinha indicou que pouco mais de um quarto de sua frota de destróieres estaria pronto para mobilização. Parte das embarcações foi deslocada para ataques, proteção contra mísseis e drones e manutenção do bloqueio imposto aos portos iranianos.
Os comandantes aceitaram cumprir as ordens, mas registraram os riscos de ampliar tropas e prolongar as operações até 2027. O Pentágono afirmou que não comenta processos internos nem avaliações de risco apresentadas por seus líderes militares.
O conflito completa seis meses e enfrenta queda de apoio entre os americanos. O governo de Donald Trump pressiona o Irã pela reabertura do Estreito de Ormuz, enquanto Teerã aposta nos custos financeiros e militares da guerra para resistir às exigências de Washington.


