Equipes de resgate procuram mais de 900 trabalhadores desaparecidos depois de uma avalanche que atingiu o Nepal e a região fronteiriça do Tibete. A maior parte das vítimas pode estar em túneis utilizados por projetos de usinas hidrelétricas.
O balanço divulgado até a segunda-feira apontava 939 mortos no território nepalês e outros 16 no Tibete. Aproximadamente 4,4 mil pessoas continuavam desaparecidas nos dois lados da fronteira.
Autoridades estimam que cerca de 500 trabalhadores estejam dentro de túneis escavados para desviar e canalizar a água dos rios do Himalaia até turbinas subterrâneas. A redução dos níveis de oxigênio diminui as chances de encontrar sobreviventes à medida que as buscas avançam.
Uma das estruturas, com cerca de 250 metros, foi completamente vasculhada sem que os socorristas encontrassem sinais de presença humana. Em outro ponto, aproximadamente 250 pessoas foram resgatadas e militares preparavam detonações controladas para tentar alcançar trabalhadores isolados.
As operações enfrentam terreno acidentado, nível elevado das águas e condições meteorológicas adversas. Mais de 40 pontes foram destruídas, obrigando as equipes a depender de helicópteros e de estruturas improvisadas para alcançar as áreas afetadas.
A avalanche também retirou de operação cerca de 700 megawatts de capacidade elétrica, aproximadamente 10% da geração do Nepal. Em meio às buscas, uma menina de seis anos foi retirada com vida da lama depois que socorristas ouviram seu choro.


