A presidente da Petrobras, Magda Chambriard, afirmou que a estatal aprendeu com os efeitos de repassar imediatamente aos postos cada oscilação do petróleo no mercado internacional. Ao comentar a nova alta das cotações, ela criticou a gestão da companhia no governo Jair Bolsonaro, quando mudanças externas chegavam rapidamente ao preço pago pelo consumidor.
Magda disse que a Petrobras ainda avalia como lidar com o cenário atual, sem antecipar um reajuste. A executiva defendeu previsibilidade e estabilidade em vez de decisões guiadas por oscilações de curto prazo. O barril havia alcançado US$ 117 no dia da entrevista.
A cotação internacional é apenas um dos componentes do preço nas bombas. Câmbio, tributos, mistura de etanol, distribuição e revenda também influenciam o valor final. Evitar o repasse automático pode amortecer uma alta imediata, mas não garante que a gasolina ficará imune a pressões prolongadas do mercado.


