A Polícia Federal intimou Flávio Bolsonaro (PL) a entregar seus passaportes comum e diplomático no prazo de 24 horas. A medida foi determinada pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal. A decisão também impede o senador de sair do país e de manter contato com o advogado Willer Tomaz.
Flávio e Tomaz são investigados por suspeita de lavagem de dinheiro. A apuração menciona uma conta bancária compartilhada pelos dois. O advogado já havia sido alvo de busca e apreensão em agosto, em investigação sobre recursos desviados de aposentadorias. As defesas negam as acusações.
Em vídeo divulgado nesta segunda-feira (26), Flávio afirmou que entregará os documentos e contestará a decisão. Ele disse que nunca planejou deixar o Brasil e chamou a medida de tentativa de intimidação. A fala veio depois de seu irmão Eduardo Bolsonaro sugerir, em entrevista, que ele saísse do país após a derrota na eleição presidencial.
A entrega dos passaportes e a restrição de contato são medidas cautelares. Elas não representam condenação nem encerram a investigação, que deverá apurar a origem e o destino dos recursos sob suspeita.


