A Prefeitura de São Paulo gastou cerca de R$ 6,18 bilhões com subsídios às empresas de ônibus entre janeiro e setembro de 2026. O Orçamento municipal previa pouco mais de R$ 6,22 bilhões para o ano inteiro, valor praticamente alcançado em apenas nove meses.
O subsídio cobre a diferença entre a arrecadação com passagens e os custos do sistema. A gestão municipal aponta despesas com combustível, pneus e mão de obra, além das gratuidades e integrações tarifárias. A passagem paga pelo usuário custa R$ 5,30.
Ao mesmo tempo, a demanda caiu. Em setembro, houve aproximadamente 169 milhões de embarques, 10% menos que no mesmo mês de 2025. A quantidade de ônibus disponíveis também está abaixo da registrada em 2019.
O quadro coloca uma questão para a política de mobilidade: o município está gastando mais para sustentar um serviço usado por menos pessoas. Melhorar frequência e velocidade dos ônibus pode ajudar a recuperar passageiros e reduzir a pressão futura sobre o subsídio.


