Células humanas cultivadas em estruturas tridimensionais e sistemas conhecidos como órgãos em chip permitem observar aspectos do funcionamento de tecidos fora do corpo. Esses modelos podem ajudar pesquisadores a investigar efeitos de novos medicamentos no fígado, no coração e em outros órgãos.
O objetivo é obter sinais mais próximos da biologia humana antes de avançar para etapas caras e demoradas. Um modelo pode revelar, por exemplo, se uma substância causa dano a determinadas células ou se modifica uma resposta biológica que interessa ao estudo.
Mas nenhum desses sistemas reproduz sozinho uma pessoa inteira. O organismo combina circulação, metabolismo, sistema imunológico e diferenças individuais. Um resultado observado em um tecido cultivado não demonstra automaticamente que a mesma dose será segura ou eficaz em pacientes.
Esses modelos podem reduzir incertezas no desenvolvimento de medicamentos. A agência reguladora dos Estados Unidos também vem examinando métodos alternativos, incluindo organoides e órgãos em chip, para usos específicos na avaliação de segurança.
O avanço mais concreto, por enquanto, é tornar as perguntas de laboratório mais precisas. Para transformar uma candidata em tratamento, os resultados precisam ser reproduzidos e relacionados a evidências clínicas.


