O governo federal e o agronegócio reforçaram medidas para reduzir os possíveis impactos de um El Niño de forte intensidade sobre a safra 2026/2027. As ações anunciadas somam R$ 1,335 bilhão.
Do total, R$ 998 milhões serão destinados a abastecimento de alimentos, segurança alimentar, saúde e monitoramento hidrológico. Outros R$ 337 milhões foram abertos como crédito extraordinário para prevenção e combate a incêndios.
O governo também anunciou a compra de 310 mil toneladas de arroz e 180 mil toneladas de milho. Os produtos serão usados para recompor estoques públicos e reduzir riscos de desabastecimento caso a produção seja afetada.
A safra de grãos 2026/2027 começou a ser semeada sob preocupação com chuvas irregulares, estiagens e aumento dos custos. A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil projeta uma área plantada igual ou menor que a do ciclo anterior.
Entidades do setor defendem recuperação de áreas degradadas, conservação do solo e ampliação de práticas produtivas resistentes a eventos extremos. Essas medidas exigem planejamento e normalmente levam anos para produzir resultados consistentes.
Propriedades que adotaram técnicas conservacionistas registraram perdas próximas de 15% em episódios climáticos severos, segundo estimativas citadas por especialistas. Em áreas sem medidas de adaptação, as perdas superaram 25%.
O acompanhamento meteorológico deverá orientar decisões de plantio, manejo e colheita. A avaliação é que prevenção, estoques e crédito podem diminuir os danos, mas não eliminam a necessidade de adaptação estrutural da agricultura às mudanças do clima.


