Palmeiras e Santos empataram por 1 a 1, mas o clássico no Allianz Parque deixou novamente a arbitragem no centro do debate. O gol de empate palmeirense, marcado por Flaco López aos 18 minutos do segundo tempo, nasceu de uma recuperação de Allan sobre Barreal que gerou forte contestação santista e reforçou a sensação de que, mais uma vez, o Verdão foi beneficiado em um lance decisivo.
O Santos fazia um jogo seguro e inteligente até então. Mesmo fora de casa e sem Neymar, o time conseguiu suportar a pressão inicial, equilibrar as ações e crescer ofensivamente com Rollheiser. O argentino já havia assustado antes de abrir o placar aos 25 minutos do primeiro tempo, quando aproveitou sobra de desarme de Gustavo Gómez e acertou chute no canto esquerdo de Carlos Miguel. Antes disso, Gabigol e o próprio Rollheiser já tinham participado de jogadas perigosas, mostrando que o time de Cuca encontrava caminhos para atacar.
Do outro lado, o Palmeiras teve volume e criou chances, mas sem a mesma eficiência. Arthur assustou, Arias obrigou Gabriel Brazão a fazer grande defesa cara a cara, e Maurício desperdiçou boa oportunidade dentro da área. Ainda assim, o Santos foi para o intervalo em vantagem por mérito, depois de conseguir encaixar melhor o jogo e limitar o rival em momentos importantes. No próprio intervalo, Marlon Freitas reclamou da arbitragem ao dizer que achava que houve falta em Andreas em um dos lances do primeiro tempo, sinal de que o jogo já vinha carregado de disputas e reclamações.
Na segunda etapa, o Santos quase ampliou logo no começo, quando Barreal saiu cara a cara e chutou na rede pelo lado de fora. Pouco depois, Igor Vinícius ainda obrigou Carlos Miguel a fazer grande defesa. O Palmeiras, porém, cresceu e chegou ao empate aos 18 minutos. O problema é que o lance nasceu justamente em uma jogada que virou motivo de reclamação: Allan recuperou a bola de Barreal e iniciou a ação que terminou com o cruzamento rasteiro de Andreas Pereira para Flaco López finalizar e marcar. A origem da jogada passou a ser vista como mais um episódio de favorecimento ao Palmeiras em lance-chave.
Depois do empate, o clássico ficou aberto. O Santos tentou responder com Rollheiser e Gabigol, enquanto o Palmeiras pressionou em busca da virada. Arias parou em ótima defesa de Brazão, Paulinho desperdiçou boa chance e Luis Pacheco quase marcou no fim. Já nos acréscimos, o Palmeiras ainda balançou as redes, mas o gol foi corretamente anulado por toque no braço de Arias após revisão do VAR. No fim, o placar ficou no 1 a 1.
O resultado, porém, não apaga a principal discussão da noite. Mais uma vez, um lance polêmico envolvendo a arbitragem aparece diretamente ligado a um momento decisivo do Palmeiras. E isso ajuda a blindar problemas que seguem presentes no time: dificuldade para transformar domínio em vantagem limpa, dependência de aberturas pontuais do jogo e uma produção ofensiva que nem sempre se sustenta sem interferência externa no roteiro.


