Entidades empresariais questionam o cálculo que levou o Tribunal de Contas da União a apontar uma alíquota de 11,3% para a Contribuição sobre Bens e Serviços, a CBS. Representantes do setor privado levaram suas objeções ao Senado e defendem um percentual menor.
A CBS faz parte da reforma tributária do consumo e substituirá PIS e Cofins. Sua alíquota foi estimada com base em premissas sobre arrecadação, créditos tributários e tratamentos especiais. Empresas argumentam que mudanças nessas premissas poderiam reduzir o número.
O setor de telecomunicações afirma que uma alíquota elevada pode pressionar investimentos e preços. Já a preocupação do poder público é preservar a arrecadação necessária para financiar serviços. A discussão envolve ainda o efeito da CBS sobre a base de cálculo de impostos estaduais e municipais na transição.
A taxa final e suas consequências dependem da regulamentação e das escolhas do Congresso. O percentual de 11,3% é uma referência técnica em debate, não uma cobrança uniforme já aplicada às compras dos brasileiros.


