A transição para uma economia de baixo carbono esbarra na escassez de profissionais preparados para novas funções dentro da indústria brasileira. Um levantamento da Confederação Nacional da Indústria e do Observatório Nacional da Indústria aponta demanda crescente por competências que combinem conhecimento técnico, gestão e sustentabilidade.
Entre as ocupações consideradas estratégicas estão gestores de descarbonização corporativa, especialistas em economia circular e valorização de recursos, analistas de dados para cadeias de suprimentos sustentáveis e profissionais dedicados a riscos climáticos e resiliência.
O estudo também identifica espaço para especialistas em inteligência artificial aplicada à sustentabilidade, materiais e química sustentáveis e rastreabilidade ambiental. Essas funções ganham importância à medida que empresas precisam medir emissões, adaptar processos produtivos e atender exigências de mercados e investidores.
O Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial vem atualizando currículos para acompanhar essa transformação. Ainda assim, representantes do setor avaliam que a formação precisa avançar com maior rapidez e alcançar trabalhadores de diferentes níveis de qualificação.
A falta de mão de obra pode atrasar investimentos e reduzir a competitividade das empresas. Para enfrentar o problema, a indústria defende maior integração entre escolas, centros de pesquisa, empresas e poder público, além de incentivos à capacitação contínua.


