PIX Parcelado amplia crédito mas preocupa por risco de endividamento

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Banco Central deve regulamentar modalidade até fim de setembro. Especialistas alertam para custos altos e falta de transparência

O Banco Central deve anunciar até o fim de setembro a regulamentação do PIX Parcelado. A funcionalidade, já oferecida por bancos e fintechs, passará a seguir regras padronizadas para aumentar transparência e estimular uso consciente do crédito.

Segundo o BC, a novidade deve ampliar uso do PIX no comércio, principalmente em compras de maior valor, permitindo que comerciantes recebam valor integral à vista. Pode ser alternativa para 60 milhões de brasileiros sem acesso ao cartão de crédito.

Diferentemente da inclusão bancária promovida pelo PIX, a modalidade parcelada será voltada para quem já possui vínculo com instituições financeiras e linhas de crédito pré-aprovadas.

“O PIX Parcelado vai ser utilizado por quem é bancarizado. Essa pessoa já tem linha de crédito disponível e vai poder utilizá-la parcelando pagamentos via PIX”, afirma Walter Faria, da Febraban.

O Instituto de Defesa do Consumidor (Idec) demonstrou preocupação, afirmando que a modalidade funciona como crédito com juros e contratos pouco claros. “O PIX nasceu como política pública de democratização dos pagamentos. Transformá-lo em canal de crédito pouco regulado é colocar em risco essa conquista”, alerta.

Embora o PIX seja gratuito, instituições podem cobrar juros pelo parcelamento. Especialistas apontam taxas na casa de 2% ao mês, além de IOF, tornando compras mais caras que cartão de crédito.

O cartão de crédito já é principal responsável por dívidas brasileiras, com 60,5% dos casos de inadimplência em julho relacionados ao pagamento parcial da fatura.

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