Um plano para ampliar a mineração brasileira projeta a criação de 2,3 milhões de empregos e aumento expressivo da arrecadação até 2035. O documento foi elaborado pela Vale com apoio da consultoria Accenture e será entregue aos candidatos à Presidência da República.
Segundo as estimativas apresentadas, o impacto total do setor sobre o emprego poderia passar dos atuais 3 milhões para 5,3 milhões de postos diretos, indiretos e induzidos. A produção mineral anual também poderia avançar de aproximadamente R$ 300 bilhões para até R$ 535 bilhões.
A arrecadação ligada à atividade, que somou R$ 750 bilhões na última década, poderia alcançar R$ 1,3 trilhão entre 2026 e 2035. Os números integram um conjunto de metas que busca ampliar a competitividade, o desenvolvimento industrial e a geração de renda no país.
A proposta reúne 15 iniciativas distribuídas em quatro agendas prioritárias. Entre os pontos estão previsibilidade no licenciamento ambiental, melhoria de infraestrutura, oferta de energia, regras tributárias e financeiras, além de compromissos com comunidades afetadas pelos projetos.
O governo reconhece a necessidade de investimento estrangeiro, mas defende que os minerais recebam processamento e agregação de valor no Brasil. O Ministério de Minas e Energia afirma que a cooperação internacional pode fortalecer cadeias produtivas e ampliar a capacidade tecnológica nacional.
O presidente da Vale, Gustavo Pimenta, defendeu uma força-tarefa para acelerar o licenciamento de projetos considerados estratégicos. A expansão prevista dependerá, porém, de coordenação entre governo, empresas e sociedade, além de garantias de proteção ambiental e benefício econômico para os territórios produtores.
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