Quase 70% das despesas do governo federal sujeitas ao arcabouço fiscal crescem em 2026 acima do limite máximo de 2,5% além da inflação.
Levantamento baseado no Orçamento da União aponta que aproximadamente R$ 1,6 trilhão dos R$ 2,3 trilhões submetidos à regra apresenta crescimento real superior ao teto.
Entre as despesas que avançam mais rapidamente estão benefícios previdenciários, salários de servidores civis e militares, Benefício de Prestação Continuada, abono salarial e gastos da atenção primária à saúde.
Como o limite incide sobre o conjunto das despesas, o crescimento dos gastos obrigatórios pressiona outras áreas e pode exigir cortes para que a regra fiscal seja cumprida.
O Ministério da Fazenda afirma que tem adotado medidas para reduzir o déficit. Economistas e órgãos de controle defendem mudanças estruturais capazes de compatibilizar as despesas obrigatórias com os limites do arcabouço.
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