Educação étnico-racial avança, mas formação de professores ainda é entrave

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As redes públicas de ensino avançaram na adoção de políticas de educação para as relações étnico-raciais entre 2024 e 2026, mas a formação de professores continua entre os principais obstáculos, segundo diagnóstico do Ministério da Educação.

O índice nacional criado para acompanhar a aplicação das leis que tornam obrigatório o ensino de história e cultura afro-brasileira e indígena subiu de 47,7 para 54,2 pontos nas redes estaduais. Nos municípios, o indicador passou de 26,6 para 34,7 pontos, em uma escala de zero a cem.

Apesar da melhora, 45% das redes municipais não ofereceram nenhum curso de formação continuada sobre equidade racial desde maio de 2024. A formação docente subiu de 20,4 para 28,7 pontos nos municípios, permanecendo entre as dimensões de pior desempenho.

O levantamento também identificou forte desigualdade regional. O Ceará liderou o indicador estadual com 79 pontos, enquanto o Pará registrou 17,7. O índice considera ainda gestão escolar, financiamento, materiais didáticos, institucionalização, avaliação e monitoramento.

Imagem gerada por IA.

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