Três jovens negros brasileiros conquistaram bolsas para cursar a graduação no exterior. Caio Makanda, 23, Quezia Lopez, 19, e João Vitor dos Santos, 19, foram selecionados pelo programa Black STEM, do Fundo Baobá para Equidade Racial.
A iniciativa apoia estudantes pretos e pardos interessados em engenharia, tecnologia, matemática e ciência. Cada participante recebeu R$ 42 mil, além de mentoria e acompanhamento psicológico durante a experiência internacional.
Caio estudará design gráfico no Dubai Institute of Design and Innovation, nos Emirados Árabes Unidos. Quezia fará engenharia elétrica na Universidade de Jaén, na Espanha, e João Vitor cursará ciência da computação na Universidade Northwestern, nos Estados Unidos.
Os três passaram por escolas públicas e relatam dificuldades financeiras, pouca informação sobre processos seletivos internacionais e falta de referências negras em suas áreas. Eles veem a conquista como uma forma de ampliar a representatividade acadêmica.
O programa está na terceira edição. Três estudantes foram apoiados em 2024 e quatro em 2025. A organização também incentiva a escolha de destinos menos convencionais, incluindo universidades africanas.
Imagem gerada por IA.


