O presidente do Tribunal Superior Eleitoral, Kassio Nunes Marques, deu à Meta prazo de 24 horas para apresentar informações técnicas sobre o canal de WhatsApp “Exército do Lula”, administrado pelo deputado André Janones. A determinação foi tomada após pedido da campanha de Flávio Bolsonaro.
Os representantes do candidato do PL alegam que a mobilização de usuários poderia produzir amplificação artificial de mensagens. O relatório solicitado deve abordar funcionamento do canal, padrões de engajamento, alcance, compartilhamentos e possível atuação coordenada entre contas e plataformas.
Também foram pedidos dados sobre mensagens encaminhadas, alteradas ou excluídas. A solicitação de informações não comprova manipulação nem decide, por si só, se houve alguma irregularidade. Caberá à Justiça avaliar os dados e as manifestações das partes antes de chegar a uma conclusão.
O canal reúne mais de 8,6 milhões de seguidores. Desde o primeiro turno, tornou-se foco de uma disputa entre campanhas e de decisões judiciais sobre seu funcionamento. Uma ordem anterior de bloqueio dada por Nunes Marques foi revertida pelo corregedor-geral eleitoral, Ricardo Villas Bôas Cueva.
A nova medida é uma exigência de prestação de dados à empresa responsável pelo WhatsApp, e não uma decisão definitiva sobre o conteúdo publicado pelo canal.


