No debate da Band, candidato admitiu falhas na saúde durante o governo do pai, mas justificou sua atuação na crise sanitária.
Questionado por Lula sobre a condução da pandemia de Covid-19, Flávio Bolsonaro (PL) afirmou no debate da Band, neste domingo (18), que a saúde não teve os melhores resultados durante o governo de seu pai, Jair Bolsonaro. Em seguida, porém, defendeu o ex-presidente ao dizer que ele “deu o seu melhor”. A Band registrou a declaração.
Lula havia lembrado as mais de 700 mil mortes por Covid-19 no Brasil e cobrado Flávio sobre o uso de medicamentos sem eficácia contra a doença e a falta de oxigênio em hospitais. O número citado no confronto corresponde ao total de óbitos acumulado pelo país ao longo da pandemia, não apenas durante o mandato de Jair Bolsonaro. Dados do Ministério da Saúde registravam mais de 708 mil mortes até o fim de 2023.
Flávio fez um reconhecimento parcial dos problemas na saúde, alegando que a pandemia era uma situação nova. Ao defender a gestão do pai, também afirmou que o governo federal comprou vacinas. A resposta não encerra o debate sobre as decisões tomadas naquela época. Em 2021, a CPI da Pandemia do Senado aprovou relatório que apontou ações e omissões do governo federal e recomendou o indiciamento de Jair Bolsonaro.
Depois da cobrança de Lula, Flávio deslocou a discussão para os números de homicídios em governos do PT, comparando a violência letal a uma pandemia. Os dois problemas exigem resposta do Estado, mas a comparação não esclarece as escolhas do governo Bolsonaro diante da emergência sanitária nem responde às famílias que perderam parentes para a Covid-19.


