Confronto também teve cobranças sobre o caso Banco Master, investigações envolvendo familiares, segurança pública e jornada de trabalho.
Lula (PT) desafiou Flávio Bolsonaro (PL) a abrir os sigilos bancário e telefônico durante o debate da Band, neste domingo (18). Flávio não aceitou a proposta no programa. A recusa virou um dos momentos do confronto, mas não permite afirmar qual foi o motivo da decisão do candidato.
A discussão surgiu em meio a acusações envolvendo familiares dos dois candidatos. Ao ser questionado sobre seu filho Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, Lula afirmou que ele disponibilizou a conta bancária e o telefone para investigação e defendeu que eventuais suspeitas sejam apuradas. A Band registrou essa resposta.
Lula também cobrou explicações de Flávio sobre sua relação com Daniel Vorcaro, ex-dono do Banco Master, e sobre os recursos discutidos para financiar o filme Dark Horse, a respeito de Jair Bolsonaro. Flávio afirmou que o dinheiro se destinava à produção. As perguntas sobre a origem, as condições e o destino desses recursos permanecem relevantes e devem ser respondidas com documentos, não apenas com acusações no palco. O POVO acompanhou a troca de perguntas.
O primeiro encontro dos candidatos no segundo turno também passou por segurança pública, economia, saúde e direitos trabalhistas. Lula questionou o histórico de voto de Flávio sobre licença-maternidade e perguntou se ele manteria o fim da escala 6×1. O candidato do PL disse que não revogaria a mudança. Em outro momento, os dois discutiram propostas para o Sistema Único de Saúde. Leia o resumo do debate.
A uma semana do segundo turno, o desafio sobre os sigilos reforçou uma cobrança que vale para ambos: suspeitas levantadas em campanha precisam ser esclarecidas por meio de informações verificáveis e das investigações competentes.


