Flávio Bolsonaro afirmou em entrevista ao The New York Times que não recebeu ajuda de nenhum governo para deixar o Brasil após a derrota na eleição presidencial. Questionado sobre o caminho percorrido, disse que levará os detalhes da viagem “para o túmulo”.
O senador chegou a Miami em 28 de outubro. Àquela altura, estava impedido de deixar o país por decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, e tinha os passaportes cancelados. A ordem foi adotada no contexto de uma investigação sobre suspeitas de lavagem de dinheiro envolvendo negócios do advogado Willer Tomaz. A existência da investigação não representa condenação.
Na entrevista, Flávio sustentou que organizou a viagem por conta própria. Ele admitiu a possibilidade de ter recebido “algum incentivo”, mas negou apoio de governos. A rota e os responsáveis pelo deslocamento continuam sem esclarecimento público. O senador afirmou ainda que pretende permanecer nos Estados Unidos por enquanto, sem descartar uma volta ao Brasil.


