Flávio Bolsonaro (PL) não respondeu diretamente se pretende seguir o modelo econômico do presidente argentino Javier Milei. A pergunta foi feita por Lula (PT) durante o debate da Band, no domingo (18), em uma discussão sobre inflação, gasto público e propostas para o país.
Em vez de dizer se adotaria políticas semelhantes às do governo argentino, o senador afirmou que faria um “tesouraço na corrupção”. A resposta não esclareceu quais despesas cortaria, quais serviços seriam preservados ou se sua inspiração econômica é, de fato, Milei.
A comparação interessa ao eleitor porque Flávio se apresenta como candidato de mudança econômica. Identificar um modelo, entretanto, exige detalhar medidas e seus efeitos. Reduzir corrupção é uma promessa ampla; não equivale a informar a política para orçamento, programas sociais e investimentos públicos.
O silêncio sobre Milei não demonstra que Flávio adotaria todas as medidas do presidente argentino. Demonstra, sim, que ele deixou sem resposta uma pergunta direta sobre o rumo de seu possível governo.


