Flávio Bolsonaro (PL) deixou sem resposta direta uma pergunta sobre o futuro das reservas brasileiras de terras raras no debate da Band com Lula (PT), no domingo (18). O presidente quis saber se o adversário permitiria aos Estados Unidos explorar esses minerais estratégicos. Ao ser cobrado novamente, Flávio classificou a pergunta como “fake news”, mas não apresentou uma posição objetiva sobre eventual concessão ou parceria.
Terras raras são usadas na fabricação de equipamentos eletrônicos, ímãs de alto desempenho e tecnologias de energia. Por isso, a política para sua exploração envolve não só investimentos, mas também decisões sobre controle, beneficiamento e participação da indústria brasileira.
O senador falou sobre sua relação com os Estados Unidos e defendeu a cooperação internacional contra o narcotráfico. Isso, porém, não esclarece se apoiaria a exploração das reservas brasileiras por empresas estrangeiras nem sob quais condições. A ausência de resposta abre uma cobrança legítima: quais limites um eventual governo Flávio estabeleceria para a exploração desses recursos?
Não há, no debate, prova de que Flávio tenha decidido “entregar” as terras raras. O fato verificável é que ele não respondeu de forma direta à pergunta sobre essa possibilidade.


