Inocente recupera liberdade após 13 anos injustamente preso

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Defensoria prova ausência de provas em duplo homicídio

A Defensoria Pública de Pernambuco conseguiu a absolvição de um homem que permaneceu encarcerado por quase 13 anos por um crime que não cometeu. Acusado de ser o mandante de um duplo homicídio ocorrido em 2011, no Cabo de Santo Agostinho, ele havia sido condenado a 50 anos de prisão baseando-se apenas em interpretações frágeis e sem evidências concretas.

A acusação sustentava que o réu teria contribuído para manter as vítimas no local antes do crime, versão sempre negada por ele. O acusado alegou ter deixado o ambiente após receber uma ligação telefônica sobre um imóvel, fato confirmado pela pessoa que fez o contato. O primeiro julgamento em 2015 ignorou testemunhos favoráveis e contradições processuais.

No novo júri realizado em julho, a defensora Bruna Eitelwein Leite demonstrou a inconsistência das acusações. O próprio Ministério Público manifestou-se pela absolvição, reconhecendo que o processo baseava-se em boatos sem fundamento. O Conselho de Sentença acolheu a tese defensiva e absolveu completamente o réu.

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