Brasileiros atraídos por falsas ofertas de emprego estão sendo mantidos em complexos no Camboja e obrigados a aplicar golpes digitais. Relatos descrevem confinamento, vigilância permanente, ameaças e tortura.
As vítimas são recrutadas com promessas de trabalho e, após a viagem, têm documentos e liberdade de circulação restringidos. Parte delas é forçada a abordar pessoas pela internet para fraudes financeiras e afetivas.
Os casos se concentram em cidades como Poipet, Phnom Penh e Sihanoukville. Em 2025, o Camboja liderou os registros brasileiros desse tipo de crime no exterior.
O relatório brasileiro sobre tráfico de pessoas registrou, entre as finalidades identificadas, 49 vítimas de trabalho forçado, 34 de exploração sexual e uma de servidão. Organizações que acompanham o tema apontam suspeitas de participação ou tolerância de agentes locais.
O governo cambojano afirma que investigará denúncias sustentadas por evidências e que ninguém está acima da lei. Também diz manter cooperação com autoridades brasileiras para apurar os casos e localizar vítimas.
Imagem gerada por IA.


