Uma ampla operação ligada ao Kremlin teria tentado interferir nas eleições da Moldávia por meio de compra de votos, desinformação, ataques cibernéticos e treinamento de grupos para provocar distúrbios.
A investigação foi baseada em entrevistas com autoridades moldavas, agentes de inteligência e participantes das ações, além da análise de milhares de documentos. O governo russo nega interferência.
Segundo a apuração, recrutas moldavos participaram de treinamentos na Sérvia, na Bósnia e nos arredores de Moscou. Parte deles teria recebido instruções para romper barreiras policiais, utilizar artefatos incendiários e provocar confusão durante protestos.
Documentos também apontam pagamentos a ativistas e religiosos, além do uso de redes de mensagens para coordenar campanhas contra a presidente Maia Sandu e a aproximação do país com a União Europeia.
As autoridades moldavas conseguiram impedir episódios graves de violência nas eleições parlamentares de 2025, mas avaliam que as tentativas de desestabilização continuam e exigem vigilância permanente.
Imagem gerada por IA.


