O Ministério da Saúde estuda incorporar canetas emagrecedoras ao Sistema Único de Saúde, com custo estimado de R$ 1,5 bilhão por ano. A proposta ainda não tem prazo de implantação nem definição sobre o público que poderá receber os medicamentos.
Preço e produção nacional
O ministro Alexandre Padilha afirma que a estimativa considera uma redução expressiva nos preços atualmente praticados. O governo avalia negociações com fabricantes, transferência de tecnologia e produção por laboratórios públicos.
A Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no SUS rejeitou anteriormente um pedido da Novo Nordisk para inclusão da semaglutida. A nova proposta do ministério é mais ampla e poderá envolver diferentes medicamentos e estratégias de cuidado.
Tratamento integrado
A tendência é que as canetas sejam vinculadas a programas de atenção primária voltados ao tratamento da obesidade. O governo ressalta que a medicação deve ser acompanhada por orientação nutricional, atividade física e monitoramento de saúde.
Padilha também alerta que o uso isolado dos medicamentos não resolve todos os fatores ligados à obesidade e que a política pública precisa considerar acompanhamento contínuo e critérios clínicos.
Com informações da Folha de S.Paulo.


