Paranaense foge da guerra na Ucrânia após impasse contratual

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Lucas Felype, 20, deixou Kharkiv após tentar anular contrato com governo ucraniano; ele caminhou mais de mil quilômetros até sair do país.

Uma fuga dramática marcou a jornada do paranaense Lucas Felype Vieira Bueno, de 20 anos, que se voluntariou para a guerra na Ucrânia esperando atuar com drones, mas acabou treinado para a infantaria e destinado à linha de frente. Ao perceber que não conseguiria rescindir o contrato com o Ministério da Defesa ucraniano, que exigia permanência mínima de seis meses e reposição do equipamento, ele temeu não voltar com vida e decidiu sair.

O jovem elaborou um plano de retirada em sigilo. Partiu da região de Kharkiv a pé, caminhou durante cinco dias e pegou caronas esporádicas até alcançar a fronteira, depois de percorrer mais de 1 000 km passando por Kiev e Lviv. Mesmo sob fiscalização nas barreiras, conseguiu cruzar, recebeu visto de turista e avalia, com a família, se retorna ao Brasil ou permanece na Europa.

Especialistas lembram que contratos com forças estrangeiras são regidos pela legislação local e desertores podem ser punidos. O Itamaraty orienta brasileiros a não aceitar convites para integrar exércitos de outros países, pois a assistência consular é limitada nesses casos.

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