A liberação para que a 1xBet opere oficialmente no Brasil passou a ser alvo de questionamentos após vir à tona que a plataforma obteve autorização do governo mesmo enquanto ainda enfrentava processos por atuação considerada irregular no país. A licença foi concedida pelo Ministério da Fazenda em julho de 2025, mas a empresa continuava sendo cobrada na Justiça por relatos de apostadores que afirmam ter tido prêmios bloqueados ou dificuldade para sacar valores obtidos em apostas.
A casa de apostas, de origem russa, já foi banida em diferentes países e seguiu operando no mercado brasileiro mesmo sem ter conseguido autorização nas primeiras levas de outorgas. Segundo a documentação analisada, ela só recebeu o aval depois de apresentar papéis que, na avaliação do governo, permitiram identificar sua estrutura societária até o beneficiário final. O Ministério da Fazenda, no entanto, também ressaltou que esse tipo de autorização pode ser revisto.
Nos processos que tramitam em Estados como Santa Catarina, Goiás, Minas Gerais e Rio de Janeiro, a empresa ligada à marca no Brasil sustentou que não era responsável pelo site que travava os pagamentos dos usuários. A tese, porém, não foi acolhida pela Justiça em diferentes ações. A marca é explorada no país pela Defy Ltda, sediada em Caxias do Sul, empresa que anteriormente se chamava 1xBet Intermediação de Negócios Ltda e alterou o nome ao longo da tramitação das disputas judiciais.
Em sua defesa pública, a 1xBet afirmou que a operação brasileira é independente e segue padrões rígidos de compliance, governança corporativa e jogo responsável. Ainda assim, o caso reforça a pressão sobre o mercado de apostas, que passou a conviver com regras mais duras, mas ainda enfrenta dúvidas sobre a capacidade de fiscalização e sobre os critérios adotados para a liberação de empresas que já atuavam sob suspeita.


