A eleição presidencial de 2026 caminha para ter a maior proporção de chapas formadas por candidatos do mesmo partido desde a retomada do voto direto. Das 13 duplas lançadas à disputa, 12 são puro-sangue, o equivalente a 92,3% do total.
O percentual supera o registrado em 2014, quando dez das 11 chapas, ou 90,9%, reuniam candidatos da mesma legenda. Em números absolutos, a quantidade atual também é a maior desde 1989, quando 19 das 22 candidaturas tinham essa composição.
Apenas uma coligação nacional formal foi anunciada até agora. Ela reúne o PT do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e outras seis siglas: PCdoB, PV, PSB, PDT, PSOL e Rede.
A chapa do PL foi definida com Flávio Bolsonaro e Alfredo Gaspar. A decisão encerrou as negociações para atrair PP, União Brasil, Republicanos e Podemos para uma aliança nacional.
Especialistas apontam que o Fundo Eleitoral, o controle de emendas parlamentares e as mudanças nas regras partidárias deram maior autonomia financeira às legendas. Com isso, partidos podem permanecer neutros na corrida presidencial e negociar apoios depois da votação.
As alianças não desapareceram, mas foram deslocadas para as disputas estaduais. Diretórios locais podem formar acordos diferentes da estratégia nacional, inclusive com partidos adversários na eleição presidencial.
O cenário ainda depende da análise e do registro das candidaturas pela Justiça Eleitoral. O primeiro turno está marcado para 4 de outubro, e um eventual segundo turno ocorrerá em 25 de outubro.


