Santa Casa de Santos ganha novo acelerador e deve dobrar capacidade de radioterapia

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Equipamento amplia o tratamento oncológico de alta complexidade e pode reduzir filas para pacientes da Baixada Santista e do Vale do Ribeira

A Santa Casa de Santos deu um passo importante no atendimento oncológico com a inauguração da segunda unidade do Complexo de Radioterapia. A principal novidade é a chegada de um novo acelerador linear, equipamento de alta tecnologia que deve permitir a ampliação significativa da capacidade de tratamento, especialmente para pacientes atendidos pelo SUS.

Hoje, o serviço realiza cerca de 1,2 mil sessões de radioterapia por mês e atende aproximadamente 65 pacientes por dia. Com a entrada em operação do novo aparelho, a expectativa é que esse número dobre, chegando a cerca de 130 atendimentos diários.

A entrega da nova estrutura aconteceu nesta sexta-feira e representa um avanço relevante para a saúde pública regional. Isso porque a Santa Casa já é referência no tratamento de câncer e agora passa a ter condições de absorver uma demanda ainda maior, beneficiando pacientes de toda a Baixada Santista e também do Vale do Ribeira.

Para receber o equipamento, foi necessária uma adaptação estrutural no complexo, incluindo a construção de um novo bunker blindado — espaço projetado para abrigar o acelerador linear com segurança e dentro das exigências técnicas para funcionamento desse tipo de tecnologia.

O novo aparelho trabalha com radioterapia guiada por imagem em três dimensões, o que permite mais precisão na aplicação da radiação. Na prática, isso ajuda a concentrar melhor o tratamento na área afetada, reduzindo danos aos tecidos saudáveis e aumentando a eficácia terapêutica. A tecnologia também amplia as possibilidades de tratamento para diferentes tipos de câncer.

Mesmo com a inauguração, o equipamento ainda não entra em funcionamento imediato. Antes disso, ele precisará passar por testes técnicos, validações operacionais e certificações exigidas pelos órgãos responsáveis. Só depois dessa etapa a nova máquina poderá começar a atender os pacientes.

A ampliação é vista como uma resposta importante para um dos pontos mais sensíveis do tratamento oncológico: o tempo de espera. Quanto maior a capacidade de atendimento, maior a chance de reduzir filas e acelerar o início da terapia, fator que pode fazer diferença real no enfrentamento da doença.

No fim das contas, a chegada do novo acelerador linear não representa apenas mais um equipamento. Representa mais estrutura, mais precisão e mais capacidade de atendimento em uma área em que agilidade e acesso ao tratamento contam — e muito.

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