Especialistas defendem regras mais duras para celulares entre crianças e adolescentes

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A discussão sobre crianças e telas está deixando de lado a ideia de “cada família decide como quer” e começando a abraçar uma posição mais dura: celular e redes sociais exigem regra clara, limite real e menos complacência dos adultos. A avaliação é de especialistas que veem na falta de freio uma das marcas da crise de saúde mental entre adolescentes.

A psicóloga Jean Twenge, uma das pesquisadoras mais associadas a esse debate, defende uma mudança direta de postura. Para ela, não basta conversar ou esperar que crianças e adolescentes façam boas escolhas sozinhos diante de plataformas desenhadas para capturar atenção o tempo inteiro. É preciso regra.

Entre as orientações mais objetivas estão proibir aparelhos no quarto durante a noite, adiar o smartphone completo e, quando necessário, começar por aparelhos mais básicos, sem navegador, redes sociais ou companheiros de IA. A ideia é simples: dar acesso gradual, não total.

O argumento central é que a sociedade já aceita limites rígidos para álcool, direção e outras experiências para as quais crianças não estão prontas. Com a tecnologia, diz ela, o raciocínio deveria ser parecido. Não por rejeição ao mundo digital, mas porque a ausência de regra virou uma forma de abandono.

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