Uma vacina experimental de mRNA desenvolvida pelas farmacêuticas Moderna e Merck reduziu a probabilidade de retorno ou disseminação do melanoma em pacientes de alto risco. Os resultados gerais foram anunciados pelas empresas na quarta-feira, 19.
O estudo de fase avançada envolveu 1.137 pessoas submetidas a cirurgia para retirada do câncer. Os pacientes que receberam a vacina personalizada Intismeran combinada com a imunoterapia Keytruda tiveram resultado melhor do que os tratados apenas com Keytruda.
A fórmula é produzida a partir do sequenciamento do tumor de cada paciente. Os cientistas identificam neoantígenos específicos e usam a tecnologia de mRNA para treinar o sistema imunológico a reconhecer e atacar as células cancerígenas.
O processo de fabricação personalizado leva cerca de seis semanas. A plataforma de mRNA, usada no rápido desenvolvimento das vacinas contra a Covid-19, trouxe mais velocidade e flexibilidade à pesquisa de imunizantes terapêuticos contra o câncer.
Moderna e Merck ainda não divulgaram os dados completos. As empresas pretendem apresentar os detalhes em congresso médico internacional e aos órgãos reguladores. A vacina continua em fase experimental.


