Decisões do Tribunal Superior Eleitoral sobre dois casos digitais provocaram questionamentos sobre a uniformidade dos critérios adotados na campanha. O canal “Exército do Lula” chegou a ser suspenso, enquanto um perfil bolsonarista ligado à oferta de criptomoedas recebeu tratamento menos imediato.
No primeiro caso, a ordem atingiu um espaço com milhões de seguidores antes de uma conclusão definitiva sobre desinformação. Já no episódio envolvendo ativos digitais em troca de divulgação de conteúdo favorável a Flávio Bolsonaro, especialistas apontaram risco mais grave, por envolver possível recompensa financeira e coordenação de propaganda eleitoral.
A diferença de resposta alimentou críticas sobre seletividade. A Justiça Eleitoral precisa aplicar as mesmas exigências de prova, urgência e proporcionalidade a todos os candidatos.
O caso deverá ser apreciado pelo plenário, que poderá estabelecer parâmetros claros para canais, influenciadores e plataformas durante o segundo turno.


