Uma eventual vitória de Flávio Bolsonaro poderá concentrar nas mãos da família Bolsonaro uma combinação de poder político rara desde a redemocratização. Além do Executivo federal, o grupo chegaria ao Planalto apoiado por uma bancada robusta no Congresso e por governos estaduais estratégicos.
O cenário também inclui uma relação de confronto com o Supremo Tribunal Federal e a possibilidade de novas indicações para tribunais e órgãos de controle. Quando Executivo e Legislativo avançam sem contrapesos, aumenta o risco de enfraquecimento das instituições.
No plano internacional, a proximidade com Donald Trump e com governos de direita da região poderia orientar a política externa brasileira para uma agenda de alinhamento automático aos Estados Unidos.
O segundo turno decidirá também o grau de concentração de poder que o país aceitará entregar a uma única família política.


