Metro quadrado na Baixada passa de R$ 12 mil e fica 25% acima da média estadual

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A Baixada Santista segue entre os mercados imobiliários mais valorizados do Estado de São Paulo. No primeiro trimestre de 2026, o preço médio do metro quadrado residencial na região chegou a R$ 12.084, o que representa alta de 7,3% em relação ao mesmo período do ano passado e deixa a região 25% acima da média estadual. Os dados abrangem cidades como Santos, Praia Grande, Guarujá, São Vicente e Bertioga.

A valorização não é pontual. O levantamento aponta que o encarecimento já vinha em curso no ciclo anterior, o que reforça a percepção de continuidade na pressão sobre os preços. Entre os fatores que ajudam a explicar esse movimento estão a escassez de terrenos disponíveis para novos empreendimentos e o custo elevado das obras, especialmente em cidades onde o solo e o lençol freático exigem fundações mais complexas e caras.

Mesmo com a alta dos preços, a demanda não arrefeceu. Pelo contrário: as vendas cresceram 8,6% no primeiro trimestre, somando 1.289 unidades comercializadas, enquanto os lançamentos recuaram 26,2% na comparação com o mesmo período de 2025. O contraste entre menos oferta nova e mais vendas ajuda a explicar por que os preços continuam pressionados para cima, mesmo em um cenário de juros ainda relevantes e custos persistentes de construção.

No acumulado de 12 meses, foram lançadas 3.911 unidades e vendidas 4.629 na região, sinal de que o mercado segue com apetite mesmo diante de menor ritmo de novos projetos. O estoque atual de apartamentos na Baixada está em 5.778 unidades, número que ainda garante oferta, mas não suficiente para neutralizar a valorização observada em áreas mais consolidadas e desejadas.

O dado reforça uma tendência importante: a Baixada deixou de ser vista apenas como alternativa de moradia de menor custo em comparação com a capital e passou a operar, em vários pontos, como um mercado premium regional, pressionado por localização, verticalização, limitação física de expansão e manutenção de procura. O resultado é um cenário em que comprar imóvel na região segue sendo desejo de mercado, mas cada vez mais caro.

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