Moradores passam mal após água de condomínio ser contaminada por esgoto em Santos

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Moradores de um condomínio em Santos, no litoral de São Paulo, foram orientados a não utilizar a água da rede interna do prédio após a contaminação das caixas d’água por esgoto. O caso ocorreu no Condomínio Edifício Brumar, localizado na Avenida Presidente Wilson, no bairro Pompéia.

O problema foi comunicado aos moradores no último sábado (4). Segundo relato de uma moradora, mais de 20 pessoas apresentaram sintomas como vômito e diarreia depois do contato com a água contaminada. A orientação interna foi para que os residentes evitassem o uso da água para beber, cozinhar, lavar alimentos, tomar banho e realizar atividades básicas de higiene até a normalização da situação.

A moradora informou que os residentes passaram a depender de galões de água mineral para consumo, preparo de alimentos, escovação dos dentes e outras necessidades do dia a dia. Ainda segundo o relato, a administração do condomínio indicou que a previsão de normalização do abastecimento seria até sexta-feira (10).

A Sabesp foi acionada para avaliar a situação. Em nota, a companhia afirmou que não identificou irregularidades no abastecimento público de água. Segundo a empresa, a contaminação teria origem em problemas nas instalações hidráulicas e sanitárias internas do edifício, cuja manutenção é de responsabilidade da administração condominial. A companhia informou ainda que forneceu orientações técnicas durante a inspeção.

Comunicados internos enviados aos moradores apontaram possíveis falhas estruturais no sistema do prédio. Segundo os avisos, um técnico especializado identificou que a tubulação de esgoto do condomínio ficava em nível mais profundo que a de edifícios vizinhos, por se tratar de uma construção mais antiga. Essa condição teria contribuído para que parte do esgoto da região fosse direcionada ao sistema do prédio, dificultando o escoamento.

Os comunicados também informaram que outras caixas d’água passaram a apresentar sinais de contaminação, incluindo odor característico de esgoto. Uma inspeção técnica identificou ainda que a estrutura onde ficam as bombas e os reservatórios não era impermeabilizada. De acordo com a avaliação repassada aos moradores, essa falha permitia vazamento de água potável havia anos e, com o esgoto represado, acabou contribuindo para a contaminação da água armazenada.

Entre as medidas informadas pelo condomínio estavam a continuidade das tratativas com a Sabesp, o levantamento técnico das galerias e caixas d’água e a avaliação sobre o acionamento da Cetesb e do Corpo de Bombeiros. O condomínio também disponibilizou uma torneira na entrada do prédio, abastecida pela rede da Sabesp, para retirada de água pelos moradores.

A Secretaria de Saúde de Santos informou que a Vigilância Sanitária esteve no local na segunda-feira (6) e intimou o condomínio. O órgão determinou a apresentação de um novo certificado de limpeza e desinfecção da caixa d’água, além de um laudo que comprove a potabilidade da água. Também foram exigidos reparos nos reservatórios danificados.

Segundo a pasta, o condomínio já iniciou as providências necessárias para regularizar a situação. A administração do edifício foi procurada, mas não havia se manifestado até a última atualização da reportagem original.

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