O reforço da fiscalização no Porto de Santos tem levado organizações criminosas a transferirem parte das operações de tráfico internacional de drogas para terminais de outras regiões do país. Investigações federais apontam movimentações ligadas ao PCC, ao Comando Vermelho e a grupos estrangeiros.
Quatro investigações acompanham esquemas que utilizam portos do Nordeste e do Sul, entre eles Suape, Pecém, Cabedelo, Salvador, Paranaguá, Navegantes, Itajaí e São Francisco do Sul. A estratégia busca rotas com menor concentração de equipamentos e agentes.
No Porto de Santos, a estrutura de controle reúne 17 escâneres, monitoramento por aproximadamente 4.400 câmeras e drones com sensores térmicos. Uma nova embarcação de segurança também começou a atuar no complexo no início de agosto.
Apesar do aparato, pesquisadores alertam que o fluxo de drogas não foi interrompido. Em uma apreensão recente, 702 quilos de cocaína foram encontrados escondidos em uma carga de café destinada à Europa.
As apurações também identificam conexões com a máfia italiana ‘Ndrangheta e grupos albaneses. O deslocamento das rotas amplia o desafio das autoridades, que precisam integrar a fiscalização em diferentes terminais brasileiros.


