Santos passou a contar com um ponto de entrega voluntária para sobras de tinta e embalagens usadas. A estrutura faz parte do programa RetornaTinta e funciona em uma unidade comercial localizada na Avenida General Francisco Glicério, 206, no Gonzaga.
O serviço recebe tintas, vernizes, solventes e recipientes relacionados à atividade de pintura. A proposta é evitar que esses materiais sejam descartados no lixo comum, em terrenos ou na rede de drenagem, onde podem contaminar o solo, o lençol freático, rios, canais e o mar.
A iniciativa é coordenada pela Associação Brasileira dos Fabricantes de Tintas (Abrafati). Segundo a entidade, Santos foi escolhida por sua importância urbana na Baixada Santista e pelo interesse do estabelecimento parceiro em integrar a rede.
Nos demais pontos do programa, mais de 3,2 mil litros de tinta já foram recolhidos e encaminhados ao coprocessamento. Cerca de 270 quilos de embalagens metálicas, plásticas e de papelão também foram destinados à reciclagem.
Destino dos resíduos
Após a entrega, uma operadora especializada recolhe o material e o transporta para centrais de triagem. As sobras de produto seguem para coprocessamento em fornos de cimento, processo no qual são utilizadas como fonte de energia. As embalagens retornam às cadeias de reciclagem.
O custo da coleta, do transporte e da destinação é coberto por fabricantes e lojistas participantes. Por isso, o consumidor não paga para usar o ponto de entrega.
A logística reversa está prevista na Política Nacional de Resíduos Sólidos e distribui responsabilidades entre indústria, comércio e consumidores. Especialistas destacam que o modelo reduz a quantidade de material enviada aos aterros e a necessidade de extrair novas matérias-primas.
Produtos de pintura podem conter solventes, pigmentos, aditivos e outras substâncias que exigem armazenamento e transporte adequados. Mesmo embalagens aparentemente vazias podem guardar resíduos capazes de provocar contaminação.
A frequência da coleta em Santos será ajustada conforme a procura. A média inicial da rede é de uma retirada mensal por ponto de entrega, mas o fluxo local será acompanhado à medida que o serviço se torne conhecido.


