A Prefeitura de Santos mantém um programa de acompanhamento das cerca de 35 mil árvores existentes nas vias públicas da cidade. O trabalho ganhou ainda mais importância após as rajadas de vento que chegaram a 111,8 quilômetros por hora e derrubaram mais de 30 exemplares no fim de julho.
Segundo a administração municipal, aproximadamente 16,5 mil árvores precisam de podas periódicas. Depois do temporal de 29 de julho, cerca de 20 exemplares passaram a receber observação mais próxima por apresentarem condições que exigem nova avaliação técnica.
As inspeções são feitas por engenheiros agrônomos e consideram fatores como inclinação, exposição das raízes, rachaduras, cavidades, presença de fungos, condição dos galhos e proximidade da rede elétrica. Em casos mais complexos, a equipe pode recorrer à tomografia de árvores, exame capaz de identificar áreas internas de deterioração que não aparecem numa análise visual.
A avaliação preventiva é especialmente relevante em uma cidade sujeita a ventos fortes. A Prefeitura estima que, sem o acompanhamento e as intervenções realizadas ao longo do ano, o número de quedas durante episódios extremos poderia ser até três vezes maior.
O Município também alerta que podas, perfurações ou outras intervenções sem autorização podem comprometer a estabilidade das árvores. As multas variam de R$ 500 a R$ 5 mil e podem chegar a R$ 50 mil quando envolvem espécies protegidas. Situações de risco devem ser comunicadas à Defesa Civil pelo telefone 199.


