São Vicente zera fila de ultrassom e dá alívio a quem esperava há meses por exame

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Cidade eliminou demanda reprimida que chegou a 17 mil pacientes e diz que agora trabalha para evitar que a fila volte a crescer

Tem notícia de saúde pública que não parece novidade à primeira vista, mas muda bastante a vida de quem estava esperando atendimento. Em São Vicente, a Prefeitura anunciou que zerou a fila de exames de ultrassonografia na rede municipal. Há cerca de um ano, segundo a própria administração, eram 17 mil pacientes aguardando pelo procedimento.

Na prática, isso significa mais agilidade para quem precisa investigar sintomas, acompanhar tratamentos ou fechar diagnósticos sem passar meses preso na espera. E, quando o assunto é exame, tempo faz diferença. Quanto mais rápido ele acontece, menores as chances de agravamento de doenças e maiores as chances de um cuidado mais eficaz.

O que ajudou a destravar a fila

De acordo com a Secretaria da Saúde, o resultado veio de um conjunto de medidas adotadas ao longo dos últimos meses. Entre elas estão a ampliação da oferta de exames com instituições conveniadas, a revisão da fila, o monitoramento constante das agendas, além da integração entre a regulação municipal e os serviços responsáveis pelos exames.

Também entraram nesse pacote a padronização dos fluxos de solicitação e o fortalecimento do atendimento no Centro de Apoio Diagnóstico (CAD). Em outras palavras: não foi uma ação isolada, mas uma reorganização mais ampla para fazer o sistema andar melhor.

A ideia agora é não deixar a fila voltar

A diretora de Regulação, Avaliação e Controle, Priscila Rampon, afirmou que as estratégias adotadas têm caráter permanente e foram estruturadas justamente para evitar que uma nova demanda reprimida se forme.

Segundo ela, o município criou protocolos com critérios mais padronizados, o que ajuda a qualificar os pedidos e usar os recursos de forma mais racional, direcionando as vagas para quem realmente precisa. É aquele tipo de ajuste que parece técnico, mas impacta diretamente o tempo de resposta para o paciente.

Diagnóstico mais rápido, cuidado mais cedo

A secretária de Saúde, Michelle Santos, destacou que a redução da fila já traz efeitos práticos para a população. Com a realização mais rápida dos exames, o acompanhamento nas unidades de saúde também tende a acontecer com mais precisão e no tempo certo.

Ela lembrou ainda que o município precisou reagir a um problema anterior: a exoneração de médicos ultrassonografistas. Para recompor a oferta e manter os atendimentos, a gestão recorreu à contratação de uma empresa terceirizada.

Onde os exames são feitos

Em São Vicente, os exames de ultrassonografia são realizados no Centro de Apoio Diagnóstico (CAD) e também pela empresa prestadora Mult Imagem.

A rede contempla exames em diferentes especialidades, como:

  • abdômen superior e total
  • parede abdominal
  • bolsa escrotal
  • mamas
  • obstétrico, incluindo gestação de até 12 semanas
  • pélvico
  • região inguinal
  • rins e vias urinárias
  • tireoide
  • transvaginal
  • cervical
  • próstata

Como funciona o atendimento

O caminho começa, prioritariamente, na unidade básica de saúde, onde o paciente passa por consulta médica. Se houver indicação clínica, o exame pode ser solicitado tanto na atenção básica quanto nas unidades especializadas.

Parte dos exames já está disponível em livre demanda, o que permite atendimento mais rápido e, em alguns casos, até imediato pela própria unidade de saúde.

Quando há necessidade de regulação, o pedido precisa ser entregue na recepção para inserção no sistema municipal. Depois, o paciente é chamado por telefone ou WhatsApp, conforme a disponibilidade de vagas. Por isso, manter os dados atualizados continua sendo fundamental.

Um resultado que pesa na vida real

Zerar uma fila de exame não resolve sozinho todos os desafios da saúde pública, claro. Mas ajuda a destravar uma etapa que, para muita gente, era o ponto em que o atendimento parava.

E, no fim das contas, esse tipo de avanço tem um impacto bem concreto: menos tempo esperando, mais chance de diagnóstico precoce e mais possibilidade de tratamento no momento certo. Para quem estava do outro lado dessa fila, isso já significa bastante.

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