A criação de um consórcio entre municípios da Baixada Santista voltou a ganhar força, especialmente entre prefeituras do Litoral Sul. A proposta prevê uma atuação conjunta para licitações, contratações de produtos e serviços e execução de políticas públicas em âmbito regional.
A ideia já havia sido defendida em fevereiro pelo prefeito de Peruíbe e presidente do Conselho de Desenvolvimento da Baixada Santista, Felipe Bernardo. Agora, o movimento tem apoio público de prefeitos de cidades próximas, como Alberto Mourão, de Praia Grande; Cristina Wiazowski, de Mongaguá; e Tiago Cervantes, de Itanhaém.
Embora ainda não tenha sido oficializado, o debate avançou na reunião bimestral mais recente do Condesb, realizada no dia 30, em Mongaguá. No encontro, a Caixa Econômica Federal indicou que pode oferecer apoio técnico para a criação do consórcio intermunicipal.
A avaliação é que a união das cidades pode favorecer investimentos em áreas como saneamento, gestão de resíduos e deslocamentos urbanos. A compra conjunta de serviços e produtos também pode aumentar a escala das contratações, reduzir custos e facilitar projetos que ultrapassam os limites de cada município.
Outra proposta em discussão é a criação de uma agência ambiental regional. A estrutura teria a finalidade de agilizar licenciamentos de obras e contaria com apoio de cidades da Baixada Santista e do Vale do Ribeira.
O movimento reforça a tentativa de tratar problemas metropolitanos de forma integrada. Para os prefeitos envolvidos, temas como mobilidade, saneamento, resíduos e licenciamento ambiental exigem soluções regionais, e não apenas respostas isoladas de cada prefeitura.


