Meta remove recurso polêmico de IA para fotos após semana de lançamentos

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A Meta removeu um recurso polêmico do Muse Image, seu novo modelo de inteligência artificial para geração de imagens, após críticas relacionadas ao uso de fotos públicas do Instagram. A ferramenta permitia que usuários criassem imagens com IA a partir de fotos públicas de outras pessoas sem que elas fossem notificadas.

A retirada ocorreu em meio a uma semana marcada por anúncios acelerados da empresa na área de inteligência artificial. As ações da Meta Platforms subiram de cerca de US$ 595 no fim de junho para quase US$ 670 na sexta-feira, impulsionadas pela expectativa de investidores diante de novos modelos de IA, planos de chips próprios e possíveis serviços de infraestrutura em nuvem.

O Muse Image foi lançado na terça-feira (7) pelo Meta Superintelligence Labs e disponibilizado no aplicativo Meta AI, no Instagram Stories e no WhatsApp. Internamente chamado de Mango, o modelo permite interpretar comandos complexos, usar fotos como entrada e editar imagens geradas por meio de esboços ou anotações.

Dois dias depois, a empresa apresentou o Muse Spark 1.1, um modelo multimodal voltado à programação agêntica e à automação de fluxos de trabalho. O produto marcou a primeira oferta paga de inteligência artificial da Meta, com cobrança de US$ 1,25 por milhão de tokens de entrada e US$ 4,25 por milhão de tokens de saída.

A Meta afirmou que o Spark tem desempenho comparável ao de produtos líderes do mercado em tarefas de escrita, raciocínio e programação. Mark Zuckerberg também divulgou o lançamento no X, em sua primeira publicação na plataforma em três anos, classificando o modelo como robusto e de baixo custo.

A empresa também avançou em sua estratégia de hardware. Um memorando interno indicou que a Meta pretende iniciar em setembro a fabricação de seu primeiro chip de IA desenvolvido internamente, com codinome Iris. O componente faz parte do programa Meta Training and Inference Accelerator, criado em parceria com a Broadcom e com fabricação prevista pela TSMC.

A companhia planeja implantar sete gigawatts de infraestrutura computacional ainda neste ano e chegar a 14 gigawatts em 2027. A meta é lançar novos chips em ciclos de aproximadamente seis meses até 2027, ritmo mais agressivo do que o padrão do setor.

O mercado também reagiu a relatos de que a Meta estaria desenvolvendo um negócio de infraestrutura em nuvem, chamado Meta Compute, para competir com Amazon Web Services, Microsoft Azure e Google Cloud. Na sexta-feira, as ações da companhia chegaram a subir quase 6%.

Apesar do otimismo financeiro, a remoção do recurso do Muse Image mostra que a expansão da Meta em inteligência artificial segue acompanhada de preocupações sobre privacidade, uso de imagens pessoais e limites para ferramentas generativas integradas às redes sociais.

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