A atração de novas armadoras de cruzeiros para o Brasil depende de segurança jurídica, previsibilidade regulatória, custos competitivos e infraestrutura portuária. Representantes do setor afirmam que a demanda, isoladamente, não garante novas operações.
Segundo a Costa Cruzeiros, operar um navio na costa brasileira pode custar até 50% mais do que em mercados concorrentes, como Caribe e Mediterrâneo. A empresa também aponta burocracia e gargalos de infraestrutura.
Os itinerários internacionais são planejados com dois ou três anos de antecedência. Por isso, mudanças em regras, impostos, legislação trabalhista ou locais de atracação podem reduzir a competitividade do País.
A Autoridade Portuária de Santos afirma conceder descontos progressivos a navios com maior número de escalas e passageiros. O futuro terminal de cruzeiros no Valongo também é apontado como um passo importante para o destino.
Na temporada 2026/2027, a MSC terá cinco navios regulares na América do Sul, incluindo a estreia do MSC Virtuosa com embarques em Santos. A Costa operará com o Diadema e o Serena, enquanto a chegada da espanhola Corazul é acompanhada como teste para novas empresas.


