Prefeitura de Caraguatatuba intensifica mobilização contra infestação do mosquito da dengue

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A Prefeitura de Caraguatatuba intensificou, nos primeiros meses de 2026, as ações de combate à dengue, zika e chikungunya em diversos bairros do município. Entre as medidas adotadas estão visitas casa a casa realizadas por agentes de zoonoses, nebulizações em áreas consideradas críticas e orientação direta aos moradores sobre como eliminar possíveis criadouros do mosquito.

A mobilização ocorre em um período considerado estratégico, marcado pelo aumento das chuvas e pela realização da primeira Avaliação de Densidade Larvária (ADL) do ano. O levantamento apontou índice de 6,1, número que coloca o município em situação de risco para transmissão da dengue, de acordo com os parâmetros estabelecidos pelo Ministério da Saúde.

A ADL mede a presença de larvas do mosquito Aedes aegypti em imóveis vistoriados pelos agentes. Pela classificação oficial, índices entre 0 e 1 são considerados satisfatórios; de 1 a 3,9 indicam estado de alerta; e acima de 3,9 configuram situação de risco.

Na prática, o resultado significa que, a cada 100 residências visitadas, aproximadamente seis apresentaram criadouros com larvas do mosquito. Considerando que Caraguatatuba possui cerca de 80 mil imóveis, a estimativa é de que entre quatro mil e cinco mil residências possam ter potenciais focos do inseto.

Para reduzir esses números, equipes do Centro de Controle de Zoonoses percorrem a cidade em ações contínuas de prevenção e controle. Os trabalhos já passaram por bairros como Massaguaçu, Jetuba, Benfica, Morro do Algodão e pela região Sul do município, seguindo cronograma definido pela Secretaria de Saúde.

Focos estão dentro das residências

De acordo com o levantamento, a maior parte dos criadouros identificados está dentro das próprias casas. Segundo o Centro de Controle de Zoonoses e a Vigilância Epidemiológica, a fêmea do mosquito prefere depositar seus ovos em recipientes artificiais com água limpa e parada, geralmente encontrados em ambientes domésticos.

Entre os principais locais onde foram identificadas larvas estão pratinhos de plantas, caixas d’água destampadas, calhas entupidas, baldes e recipientes abandonados nos quintais.

Diferentemente do que muitas pessoas imaginam, poças d’água em terrenos ou áreas de mata não costumam ser os principais criadouros do mosquito. Ambientes com água suja, esgoto ou grande quantidade de matéria orgânica também não são considerados ideais para a reprodução do Aedes aegypti.

Após nascer, a fêmea do mosquito procura rapidamente uma pessoa para se alimentar de sangue, o que explica sua maior presença em áreas habitadas.

Colaboração da população é fundamental

A principal medida de prevenção continua sendo eliminar semanalmente qualquer recipiente que possa acumular água parada. A Secretaria de Saúde também reforça a importância de os moradores permitirem a entrada dos agentes de zoonoses nas residências para a realização de vistorias e orientações.

Durante as visitas, os profissionais identificam possíveis criadouros, orientam os moradores e auxiliam na eliminação dos focos. Em alguns casos, também pode ser aplicado larvicida para impedir o desenvolvimento do mosquito.

Os agentes atuam uniformizados, com crachá de identificação, e as ações são acompanhadas por supervisores responsáveis pelas áreas atendidas.

Casos registrados no município

De acordo com a última atualização do boletim epidemiológico, considerando os meses de janeiro e fevereiro de 2026, Caraguatatuba registra 63 casos positivos de dengue e 90 casos confirmados de chikungunya. Até o momento, não há registro de casos positivos de zika no município.

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